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“Se fosse filho de rico, já tinham achado", desabafa mãe de jovem

Pedro Lucas (detalhe) havia chegado a pouco tempo em Rondonópolis

“Se fosse filho de rico, já tinham achado", desabafa mãe de jovem

Há quase dois meses sem notícias do filho, Claudiana Leite de Souza, de 38 anos, segue em busca de qualquer pista que a leve ao seu paradeiro.

 

Morador de Rondonópolis, Pedro Lucas de Souza Nasário Lima, de 18 anos, está desaparecido desde o dia 23 de abril, quando saiu de casa para ir ao mercado e nunca mais voltou.

 

“Se fosse filho de um rico, de um empresário, com certeza tinham achado. Mas como é filho de pobre e envolvido com drogas, eles não estão muito focados nisso, não”, desabafou a dona de casa.

 

“Eu sei que têm vários casos lá (na delegacia), mas acredito que já faz muito tempo para não ter nenhuma pista do que possa ter acontecido”, complementou.

 

 

Para Claudiana é impossível acreditar que nos dias de hoje o filho tenha desaparecido sem deixar pistas.

 

“Não é possível que uma pessoa desapareça no mundo de hoje, de internet e ninguém saiba de nada. É um desespero grande a dor de não ter certeza de nada, eu não sei se meu filho está vivo, se está morto. Ele evaporou”.

 

Semanalmente Claudiana “bate ponto” na delegacia para saber como está o andamento da investigação. Como resposta sempre recebe a informação de que tudo que poderia ser feito está sendo feito, mas até o momento sem resultados concretos.

 

“Falam que estão investigando, que estão sempre procurando, mas que não viram nada e o que podem me dizer para me acalmar é que morto ele não está porque se não já tinha encontrado alguma coisa”.

 

 

Claudiana percorre as ruas da cidade atrás do filho, para em abrigos e igrejas com a foto de Pedro em mãos. “A gente desce rua, sobe rua atrás dele, à noite, nos lugares que mandarem ir, mas não consigo achar nada, nenhum rastro”, disse.

 

Já faz muito tempo para não ter nenhuma pista do que possa ter acontecido

Diante da falta de respostas, a dona de casa ironiza: “Se eu tivesse matado o meu filho e enterrado aqui no muro de casa e dissesse que ele sumiu, pronto! Acabou-se! Ia ficar assim, desaparecido, e ninguém ia investigar nada?”.

 

Instagram a todo vapor

 

Claudiana vem monitorando a conta do Instagram do filho desde que ele desapareceu e notou que o número de seguidores aumenta e diminui com o passar dos dias.

 

Como é uma conta fechada, esse número só pode aumentar ou diminuir caso Pedro, ou outra pessoa, libere esses novos seguidores.

 

O aumento não é expressivo, mas para a mãe é uma pista importante que pode levar ao paradeiro do filho.

 

Dia do sumiço

 

Natural de Petrolina (PE), Pedro estava morando com a mãe havia pouco tempo. No entanto, o jovem já tinha certo conhecimento da região, já que passou dois meses na residência, no ano passado.

 

A ideia da família era submetê-lo a um tratamento para se livrar do vício.

 

No dia em que sumiu, Pedro saiu de casa dizendo que iria ao mercado e já voltava. Isso aconteceu, conforme Claudiana, por volta das 11h30.

 

Meia hora depois, já desconfiada da demora, ela ligou para o filho, que não atendeu as ligações. A dona de casa chegou a mandar uma mensagem, que foi visualizada e ignorada. Depois disso o aparelho começou a dar fora de área.

Fonte:MidiaNews

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Data: 11/06/2022