Fronteira: Dois dias após execução, Paraguai só prendeu seguranças da vítima

A exemplo do que ocorre em todos os crimes de pistolagem na fronteira, tanto no lado brasileiro quanto no lado paraguaio, a polícia segue sem pistas do pistoleiro que executou o comerciante Gustavo Alvarenga Cardozo, 45, quarta-feira (9), em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Apontado como administrador dos negócios do narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão, Gustavo foi alvejado por cinco tiros de pistola disparados por um homem de moto, que parou ao lado da Mercedes Benz do comerciante. Levado para o hospital, o paraguaio morreu antes de receber atendimento.

Horas após o atentado, a Polícia Nacional prendeu três homens, inicialmente apontados como suspeitos de participação na execução de Gustavo Cardozo.

Armado com pistolas, o grupo estava em um carro perto do hospital para onde o comerciante foi levado. Entretanto, eles são seguranças da família de Gustavo e estavam no hospital acompanhando parentes da vítima.

Nesta quinta-feira (10), Mario Dionisio Ibarra Torres, Arnaldo Geremias Ramón Martins Recalde e Gandhi Jacob kabas Costa foram liberados por determinação da promotora Nadine Portillo.

Segundo ela, os três não possuem antecedentes, as três pistolas encontradas com eles estavam registradas e o grupo tinha autorização da Polícia Nacional para transitar com as armas.

Policiamento reforçado – Ainda ontem, o comandante da Polícia Nacional, comissário Walter Vázquez, prometeu reforçar com mais efetivo e armamento a força policial na fronteira de seu país com o Brasil, principalmente na Linha Internacional com Mato Grosso do Sul.

O objetivo, segundo ele, é evitar o ingresso massivo de bandidos de facções brasileiras em território paraguaio. Vázquez citou como prioridade as cidades de Pedro Juan Caballero, Ypejhú (as duas vizinhas de cidades de MS) e Ciudad Del Este, na margem do Rio Paraná.

Campo Grande News/12/01/2019

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