Namorada indiciada por morte de holandês tinha planos de ficar com os bens da vítima

A companheira do holandês Johannes Bernardus Reinard Maria, de 73 anos, encontrado morto em uma estrada de Votorantim (SP) no dia 21 de outubro, tinha planos de ficar com os bens da vítima, segundo informou a polícia.

De acordo com a investigação, a vítima foi assassinada enquanto estava desacordada e sob o efeito de álcool.

Simone de Aquino, de 51 anos, foi indiciada por homicídio após a conclusão do inquérito, no dia 26 de novembro. Segundo a Polícia Civil, Johannes morava em um apartamento em Sorocaba (SP) e estava no Brasil há 20 anos, onde dava aulas de inglês e prestava serviços de informática.

Conforme apurado pelo G1, Simone morava com o professor há cerca de seis meses e continuou normalmente a rotina no prédio após a localização do corpo e o enterro dele como indigente. O idoso foi encontrado com perfurações no tórax e no pescoço

Uma semana depois da morte, conhecidos do idoso receberam mensagens pelo WhatsApp do celular dele dizendo que estaria na Holanda visitando uma irmã doente. Porém, segundo a Delegacia Central de Votorantim, as mensagens teriam sido enviadas por Simone, que foi presa no dia 7 de novembro.

A mulher foi localizada no imóvel da vítima. À polícia, ela afirmou que respondeu às mensagens “para não ser incomodada, pois não sabia o que fazer”. Na ocasião da prisão, foram apreendidos computadores e o celular da vítima.

Sem chance de defesa

No dia do crime, Simone telefonou para uma amiga dizendo que Johannes havia supostamente bebido muito e estava em coma alcoólico. Com isso, ela precisava de ajuda para colocá-lo no carro e levá-lo a um hospital.

Uma amiga foi até o imóvel e viu o holandês deitado no chão com parte do corpo para fora do veículo, desacordado e sem ferimento aparente. Sem desconfiar, a conhecida perguntou o motivo de Simone não ter acionado o resgate e foi rebatida que Johannes não gostaria que os vizinhos soubessem sobre a bebida.

Simone deixou a amiga em casa e corpo do idoso só foi localizado na manhã seguinte.

A mulher teve a prisão temporária convertida em preventiva pela Justiça na quarta-feira (5) e aguarda o andamento do caso na Cadeia Feminina de Cesário Lange (SP). A polícia chegou a investigar a participação de outras pessoas no crime.

Conversas no WhatsApp

O G1 teve acesso com exclusividade a três conversas em que Simone se passou pela vítima. Em uma delas, um aluno de inglês de Johannes perguntou sobre o sumiço dele. Como resposta, recebeu a mensagem informando que o professor estava na Holanda por conta da internação de uma irmã.

Alguns trechos foram respondidos com erros de inglês, o que chamou a atenção do rapaz, segundo a Polícia Civil.

Suspeitando do teor da conversa, uma das pessoas que recebeu mensagens do WhatsApp do holandês entrou em contato com parentes da vítima na Holanda, e foi informada que o professor não estava no país, segundo a polícia.

Foi então que os parentes dele entraram em contato com Simone, no Brasil. Na época, ela disse que estava doente e que Johannes estava com ela.

Todas as informações contraditórias foram registradas em um boletim de ocorrência na delegacia.

O corpo de Johannes foi identificado dias depois por meio de fotos no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba, pois ele já havia sido enterrado como indigente em um cemitério da cidade. O consulado acompanha a situação do caso e segue informando a família na Holanda.

Fonte;

G1 | 06/12/2018
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