30/11/2021

As pesquisas de intenção de voto para os cargos majoritários de Mato Grosso do Sul (Governo e Senado) estão oferecendo ao eleitorado um panorama instigante e curioso, além de polêmico. As empresas responsáveis pelos levantamentos mais recentes trouxeram resultados diferentes, com posições invertidas entre os principais concorrentes. De um lado, confiantes em amostragem do Ibope, os tucanos festejam a liderança do governador Reinaldo Azambuja, que quer a reeleição; de outro, o PDT vibra com a dianteira mantida pelo juiz federal aposentado Odilon de Oliveira.
Na sexta-feira, 24, foi divulgada pesquisa do Ibope entre 21 e 23 deste mês com 812 eleitores em todas as regiões (Registro MS-06269), margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Nela, Azambuja aparece com 39% e Odilon com 24%. Em seguida Júnior Mochi (MDB), com 3%, enquanto João Alfredo (PSOL), Humberto Amaducci (PT) e Marcelo Bluma obtiveram 2% de citações cada um. Os brancos e nulos são 17%; os que não souberam e os que não responderam 11%

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Porém, logo depois foi divulgada nova consulta, oficializada na Justiça Eleitoral e com resultado diverso do Ibope, mostrando o candidato pedetista à frente num cenário e o empate técnico em outro. Com o registro número MS-04794/2018 no TRE-MS, o IPR (Instituto de Pesquisa Resultado) realizou consulta de intenções de voto entre os dias 19 e 24 deste mês (agosto). Foram feitas 1.200 entrevistas aleatórias com eleitores de 20 municípios: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Aquidauana, Sidrolândia,Paranaíba, Maracaju, Coxim, Amambaí, Rio Brilhante, Caarapó, Costa Rica, São Gabriel do Oeste, Miranda, Ivinhema e Aparecida do Taboado. A margem de erro adotada é de 2,9% para mais ou para menos e o índice de confiabilidade 95%.

Na sucessão estadual, em consulta espontânea quem lidera, de acordo com o IPR, é o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT), com 16,25%, seguido de perto pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com 12,75%. Os demais concorrentes atingiram a seguinte pontuação: Júnior Mochi (MDB), 2,17%; João Alfredo (PSOL), 0,67%; Humberto Amaducci (PT), 0,58%; Marcelo Bluma (PV), 0,42%. Os brancos e nulos somam 11,17% e os que não sabem ou não quiseram responder 55,17%. Também foram citados, mas não são candidatos ao Governo, André Puccinelli (0,33%), Zeca do PT (0,25%), Cabo Almi, Marião da Saúde e Simone Tebet (0,08%).

Na consulta estimulada o IPR constatou uma disputa dentro da margem de empate técnico entre Odilon (26,75%) e Azambuja (25,33%), uma diferença de somente 1,42 pontos percentuais. Isso torna muito mais interessante a expectativa de cooptação dos votos que podem flutuar em um previsível segundo turno, tendo em vista a rconsiderável quantidade de indecisos (20%) e de quem pretende votar em Mochi (7,33%), Amaducci (2,58%), João Alfredo (1,33%) e Bluma (1,00%). Brancos e nulos chegam a 15,50%).
NELSINHO E ZECA EMPATAM – Para as duas vagas do Senado a disputa é dominada com equilíbrio entre os dois líderes, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) e o ex-governador Zeca do PT, segundo o IPR. Se as eleições fossem hoje, eles seriam eleitos, conforme apontam todas as simulações da pesquisa. Na espontânea, Nelsinho tem 6,83% e Zeca 6,42%. São seguidos pelo senador Waldemir Moka (MDB), com 3,08%; promotor Sérgio Harfouche (PSC),2,08%; senador Pedro Chaves (PRB), 1,17%;Soraia Thronicke (PSL), 0,75%; Marcelo Miglioli (PSDB), 0,67; Mário Fonseca (PCdoB), 0,42%; Anísio Guató (PSOL), 0,25%; e Beto Figueiró (Podemos), 0,17%. Os brancos e nulos chegam a 12,67%. Os que não sabem e quem não soube responder 65,08%.

O IPR quis saber dos eleitores quais seriam, pela ordem de preferência, os seus candidatos ao Senado. No item primeiro voto quem lidera é Zeca do PT, com 15,6%, dentro da margem de emate técnico com Nelsinho (14,58%). Em seguida estão Moka (7,08%), Harfouche (6,17%), Chaves (2,25%), Miglioli (2,17%); Soraia (1,67%); Figueiró (1,25%); Guató (0,75%); Dorival Betini, do PMB e Fonseca (0,42%); Thiago Freitas (PPL), 0,33%; e Céar Nicolatti (PTC), 0,25%. os votos brancos e nulos são 20,25% enquanto os indecisos 26,75%

Como segundo voto de preferência para o Senado a frente é de Nelsinho, com 6,75%, acompanhado por Zeca (4,67%) e Moka (4,42%). Depois aparecem Harfouche (3,25%), Chaves (2,83%), Miglioli (1,67%), Soraia (1,25%), Figueiró(0,92%), Fonseca (0,58%). Guató, Betini, Freitas e Nicolatti fecham esta lista, cada um com 0,50%. Os eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto são 24,50% e os que estão indecisos 47,17%.

Fonte;MS NOTICIAS – 27/08/2018