O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, recebeu nesta semana o presidente do Paraguai, Santiago Peña, para uma série de encontros que envolvem temas estratégicos como fronteira, desenvolvimento regional e logística. A programação marca mais um passo no fortalecimento das relações bilaterais e no avanço de projetos que impactam diretamente a economia do estado.

As atividades começam na quinta-feira (2), com recepção no lado paraguaio da Ponte Bioceânica. Logo depois, a comitiva seguiu para Dourados, para visitar as instalações da JBS. Ainda no mesmo dia, os dois líderes seguiram para Campo Grande, para uma recepção oficial à noite no espaço Yotedy, no Parque das Nações Indígenas.

Na sexta-feira (3), a agenda continua com a visita à fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, considerado um dos maiores investimentos privados em andamento no país. O compromisso reforça a importância de Mato Grosso do Sul no cenário nacional e evidencia o interesse em estreitar parcerias que impulsionem a indústria local.
Entre os principais temas em pauta está a Rota Bioceânica, corredor que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. O projeto deve reduzir significativamente o tempo e o custo de transporte de mercadorias do Centro-Oeste brasileiro para a Ásia, tornando-se peça-chave para o comércio internacional.
Riedel destacou a relevância do momento vivido pelo estado, unindo crescimento econômico e responsabilidade ambiental. Segundo ele, Mato Grosso do Sul busca ampliar mercados e se consolidar como protagonista logístico.
“A rota encurta distâncias, reduz custos e reposiciona o Centro-Sul do Brasil no comércio global. É uma oportunidade estratégica também para o Paraguai, que terá acesso facilitado a dois oceanos”, afirmou.
VISITA À OBRA DA PONTE
A ponte que ligará Porto Murtinho (Brasil) a Carmelo Peralta (Paraguai) já supera 80% de execução, segundo dados oficiais. A estrutura terá 1.294 metros de extensão, com duas pistas de 12,5 metros, passarelas para pedestres e ciclistas, e ficará cerca de 22 metros acima do leito do rio, permitindo passagem de embarcações.
A expectativa é que, junto com os acessos rodoviários (cerca de 13 km no lado brasileiro) e infraestrutura aduaneira, a ponte seja concluída até 2026.
A ponte será uma peça-chave da Rota Bioceânica, corredor de escoamento que ligará o Brasil ao Pacífico através de Paraguai, Argentina e Chile. Ao entrar em operação, espera-se uma redução de até 17 dias no transporte de cargas entre o Brasil e portos do Pacífico.
FONTE: Redação – Bela Vista MS News
