A morte de um jovem de 21 anos em Campo Grande, ocorrida nesta quinta-feira (3), após mal-estar atribuído ao consumo de bebidas alcoólicas, passou a ser investigada pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). O caso ganhou repercussão por acontecer em meio a registros de intoxicações e óbitos em diferentes estados do país ligados à ingestão de bebidas adulteradas com metanol.
O delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, confirmou que as equipes já iniciaram as diligências. A bebida consumida foi apreendida e passará por perícia.
“O que temos de fato é o mau porte, provavelmente por intoxicação por ingestão de bebida alcoólica. Temos que aguardar o resultado do laudo necroscópico. Os protocolos de notificação estão sendo cumpridos e já iniciamos as investigações. Todo material, no caso bebidas, vai ser periciado, mas não há nada de concreto que estejam contaminadas por metanol”, explicou o delegado.
A polícia também destacou que os laudos laboratoriais serão fundamentais para confirmar se houve adulteração ou se o caso está ligado ao consumo excessivo. As análises devem apontar se havia substâncias tóxicas, como o metanol, frequentemente usado em falsificações criminosas.

O rapaz havia consumido whisky no sábado (28) e cachaça no domingo (29). Horas depois, passou mal e foi levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário com dores fortes no estômago, náuseas e vômito escuro.
Apesar de estar consciente e com pressão estável no primeiro atendimento, o quadro evoluiu rapidamente, e ele não resistiu. O corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passa por exames toxicológicos para esclarecer a causa da morte.
Casos semelhantes no país
A preocupação das autoridades é justificada: nos últimos meses, São Paulo e Minas Gerais registraram mortes e internações por ingestão de bebidas adulteradas. Em São Paulo, ao menos cinco pessoas morreram após ingerirem uísques contaminados com metanol; em Betim (MG), duas pessoas faleceram e dez foram hospitalizadas pelo mesmo motivo. Em ambos os casos, a polícia identificou a circulação de garrafas falsificadas.
A Polícia Civil ressalta que só após os laudos será possível apontar se o caso tem ligação com bebidas adulteradas, como vem ocorrendo em outros estados, ou se trata-se de uma intoxicação relacionada ao consumo abusivo de álcool.
Fonte: https://www.topmidianews.com.br
