13/06/2021

barbeiro trabalha seminu a pedido de clientes

Aos 25 anos, o barbeiro Rafael Rosa percebeu que precisaria de um diferencial para atrair clientes na concorrida São Paulo. Com a experiência de modelo de nu artístico na bagagem, ele decidiu se despir durante o atendimento – e cobrar por isso. Em entrevista à Uol, ele revelou seus preços: o corte sai a R$ 60 se ele estiver vestido, R$ 80 usando jockstrap (um tipo de cueca que cobre apenas o pênis) ou triquíni (um micromaiô de lycra) e R$ 120 completamente nu.

O barbeiro atende seus clientes num apartamento de 80 metros quadrados no bairro de Higienópolis, na capital paulista. Os clientes, segundo o empresário, têm entre 25 e 35 anos e são, em sua maioria, gays. Ele reserva cerca de duas horas do seu dia para o cliente e, se rolar atração, pode acontecer algo a mais. “A pessoa senta, conversa, diz o que quer, faço perguntas, ela também. Começo o corte. Se houver interesse de ambas as partes, a cama está do lado”, descreve Rafael.

O trabalho não se realiza somente no salão intimista do rapaz. Baladeiro, ele costuma armar uma barbearia improvisada em festas gays da cidade. Como não pode entrar nas baladas com tesouras ou navalhas, nessas ocasiões, ele só corta com máquina e leva consigo uma antiga cadeira de rodas de uma companhia aérea, adaptada para o serviço.

Jornalista: Da Redação

Fonte: Metrópoles/08/09/2018