19/10/2021

“Chefe” do tráfico e mais 4 respondem por execução no “quadrilátero das mortes”

Decisão judicial desta semana impôs nova ordem de prisão contra Tiago Paixão de Almeida, 34 anos, o “Boy”, preso desde 2019 como chefe do tráfico na região do Bairro Tijuca em Campo Grande, onde trecho conflagrado tem o apelido de “quadrilátero das  mortes”. Ali, neste ano, foram três execuções em intervalo curto de dias, atribuídas à briga pelo controle do comércio de drogas ilegais.

É justamente como mandante do mais recente assassinato no bairro, em março deste ano, que Tiago é réu, junto com mais quatro homens. São eles Marcelo Rodolfo das Neves Oliveira, 23 anos, Thiago da Silva Gomes, 23 anos, Caio Cesar da Silva, 34 anos, e Fabiano Saraiva, 20 anos,  apontados como “funcionários” do esquema ilegal mantido por Tiago Paixão, mesmo preso.

De dentro do EPJFC (Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho), conforme o trabalho de investigação policial, Tiago Paixão deu a ordem para ataque à “biqueira” na Rua Rua Antônio Meirelles Assunção, no dia 31 de março. No lugar, um dos lados do “quadrilátero das mortes”, Luiz Felipe da Silva, de 22 anos, foi morto com 13 tiros.

Dois adolescentes de 15 anos sobreviveram, um deles ferido de raspão e o outro ileso.

Foi deles que partiu a informação sobre o envolvimento de Tiago na situação.  O inquérito do 6º Delegacia de Policia Civil chegou à conclusão de que Luiz Felipe foi executado por comercializar entorpecentes sem a autorização de “Boy”,  comprando de outros fornecedores.

A dinâmica – Na denúncia da promotoria, baseada no caderno inquisitório da Polícia Civil, está descrito que Marcelo Rodolfo das Neves Oliveira intermediou a ação criminosa entre o mandante Tiago Paixão Almeida e os executores Caio Cesar Oliveira da Silva e Fabiano Saraiva, “fornecendo o automóvel utilizado na prática delitiva, para que os executores se deslocassem até o local do homicídio”.

Marcelo Rodolfo, de 23 anos, teve a prisão decretada esta semana. (Foto: Reprodução das redes sociais)
Thiago da Silva Gomes, que “trabalhava” com Marcelo Rodolfo das Neves Oliveira, foi quem entregou o automóvel de Marcelo Rodolfo para Caio Cesar Oliveira da Silva e Fabiano Saraiva praticarem o homicídio, bem como acionou um motorista de aplicativo para que os executores se deslocassem até suas residências depois de praticada a ação criminosa e devolvido o carro utilizado na empreitada”, prossegue peça processual. –

CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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