20/01/2022

Dois presos fogem de presídio na fronteira; segunda fuga em um mês

Mais dois presos fugiram da Unidade Penal “Ricardo Brandão”, em Ponta Porã, cidade a 323 km de Campo Grande e separada por uma rua do território paraguaio. É a segunda fuga em pouco mais de um mês no local.

Os fugitivos foram identificados como Paulo Rodrigo Martins Ferreira, 36, natural de Goiás, e o catarinense Diego Cardoso, 24, preso desde maio do ano passado por tráfico de drogas. Paulo também está preso por tráfico (desde janeiro de 2019) e ambos condenados a oito anos de reclusão.

A reportagem do Campo Grande News apurou que os dois trabalhavam na cozinha, onde é produzida alimentação para os servidores do presídio. Eles teriam sido “esquecidos” na cozinha durante forte chuva na noite de ontem e só hoje de manhã os agentes perceberam que tinham desaparecido.

Essa é a segunda fuga registrada no presídio, que desde julho deste ano tem como diretor Adolfo Vareiro Garcia. A outra ocorreu no dia 20 de outubro, quando Johnatan Silva de Araújo, 19, escapou depois de render a servidora da portaria com uma faca.

Com a desculpa de que levaria álcool em gel para a portaria, Johnatan se aproximou da porta da frente e rendeu a servidora. Outros servidores relataram que o bandido chegou a arrastar a funcionária e correu para a rua.

Natural de Belo Horizonte (MG), ele estava na unidade penal desde 7 de junho do ano passado, preso por tráfico de drogas. Até agora não foi recapturado.

Em nota encaminhada pela assessoria de imprensa, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que apura as circunstâncias da fuga, mas rebate a versão de que eles foram “esquecidos” na cozinha.

Citando informações da direção do presídio, a agência diz que a fuga ocorreu por volta de 18h20, durante o temporal que atingiu a cidade. “Os dois internos trabalhavam na cozinha. Eles quebraram as grades dos fundos do local e pularam o muro da unidade penal. As forças policiais foram informadas e demais providências necessárias estão sendo adotadas”, diz a nota.

Fonte:Campo Grande News