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Há 28 anos, casal distribui ovos de Páscoa em bairros carentes

Neste ano, foram ar­recadados três mil ovos de chocolate. Todos os anos, quando se aproxi­ma a época da Páscoa, o jornalista Luiz Correa da Silveira Filho, 66 anos, e sua esposa Elzi Terezinha Garcia Correa, 66, distri­buem ovos de chocolate para crianças e famílias de bairros carentes, em Três Lagoas. A ação é re­alizada há 28 anos e, neste ano, o casal  arrecadou mais  3 mil ovos,  para serem  distribuídos neste sábado.

Corrêa Filho disse que começou a fazer a ação social por conta própria. Devido ao fato de ter tido uma infância pobre, o jor­nalista decidiu presentear crianças que hoje pas­sam pelo mesmo que ele passou quando pequeno e atendia, inicialmente, grupo pequeno.

        Com o passar dos anos, a distribuição de chocola­tes ganhou apoio de ami­gos, que passaram a doar os ovos, e a ação se tornou tradição na cidade, Como sempre a par­ceria do empresário Luiz Márcio diretor da empre­sa Modtel – Serviços de Telecomunicações e ou­tros foi vital para a adquirir de ovos de páscoa.

hoje o jorna­lista consegue arrecadar milhares de doces e aten­der um número maior de crianças em diversos bairros.

        Familia pobre

         “Meu pai era barbeiro e não tinha condições de dar presentes. Eu sempre via as outras crianças ga­nhando e eu não ganhava e ficava triste, então, em 1959, eu prome­ti para mim mesmo e paro meu pai que quando eu crescesse, ia fazer a Pás­coa para outras crianças”, disse o jornalista .

         “O que é lançar uma peque­nina semente de bondade? É ser terno, é ser paciente, é ter uma palavra amiga, um gesto de compreensão, é perdoar a ofensa recebida, é desarmar-se diante do ataque, é ser justo, é oferecer atenção, é orar pelo ir­mão perturbado.

        Demonstrações singelas po­dem gerar mananciais de ale­grias e, melhor ainda, podem contagiar aquele que agride, no sentido de que seu gesto brus­co, sua palavra áspera tomem dimensões e, arrependido, o ir­mão veja brotar em seu coração novos sentimentos.

        Aquele que é perdoado, aquele que é assistido, que re­cebe atenção, passa igualmen­te a perdoar, assistir, atentar, ampliando o raio de ação do Bem. Não é tão difícil, amados irmãos, ser caridoso, amar o irmão em pequeninas demons­trações. Não vos ama infinita­mente o nosso Pai Celestial? Não vos perdoa ilimitadamen­te?

        Sede, pois, mais pródigos em vossos sentimentos nobres. Se não puderdes fazer nada, mantende o silêncio, orai pelo irmão que necessita de socorro. O exercício nas pequenas coisas traz a aptidão para as grandes causas.” ¹

        Por essa razão, Jesus nos convida a termos fé, confiança e resignação diante de todo tipo de dificuldade.

        O texto de Emmanuel , esti­mado benfeitor espiritual, que é alvo das nossas reflexões, ensi­na que devemos ter como mo­tivo da maior alegria – ainda que pareça estranho ao homem que ainda vive sob o jugo da matéria – todas as tribulações que nos sucedem, porque elas representam os testes que com­provam nossa fé, sendo que a fé verdadeira produz a paciência, que por sua vez produz obras perfeitas. Como podemos ob­servar, é um círculo que nunca se fecha e que promove, por isso mesmo, nosso aperfeiçoamento espiritual.

        Paciência total e obras per­feitas somente as de Deus, e disso temos certeza, porque Ele é a Perfeição Absoluta; mas, po­demos, todavia, com esforço e perseverança, consegui-las em atitudes relativas à nossa condi­ção evolutiva.

        A dor, os sofrimentos enfim, não devem ser encarados como algo ruim, que só traz aflições, pois ninguém gosta de sofrer. Mas, quando o sofrimento apa­rece, saibamos suportá-lo com resignação, pois ele representa oportunidade de crescimento, desde que o enfrentemos com paciência e entendimento de que tudo se modifica para me­lhor, e que as tribulações não são eternas.

        Analisando as dificuldades com olhar atento, podemos perceber que as bênçãos que recebemos são mais numero­sas que os sofrimentos. Mas, na impaciência que caracteriza o ser humano, não refletimos que tudo tem o seu caminhar natural e que por pior seja a dor, o sofrimento e a decepção, no tempo certo, tudo se ajeita, tudo se define, pois é da vonta­de do Criador que assim seja.

        Paciência representa con­fiança na sabedoria e na vontade de Deus. É ela que nos dá força e inspiração para agirmos com discernimento e sem precipita­ção, não tendo outra atitude, se­não a de aguardar trabalhando, em posturas renovadoras. Isso nos leva a não confundirmos omissão com paciência, porque a primeira é negligente, descui­dada, não produz; enquanto que a segunda, é atenciosa, cui­dadora e produtiva.

        Muitas vezes, esquecemos o quanto somos beneficiados pela Paciência Divina, e não temos para com os companhei­ros de caminhada a calma e a serenidade que deveríamos ter, quando a situação assim exige de nós.

        Deus, Paciência Perfeita, sem precipitação e respeitan­do o livre arbítrio de cada um, aguarda pelo aperfeiçoamento dos seus filhos que, embora len­to, sabe, será alcançado um dia.