13/06/2021

Haddad perde fôlego entre os mais pobres, e Bolsonaro avança entre as mulheres

Pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira (1º) mostra perda de fôlego de Fernando Haddad entre o típico eleitor lulista – a partir da eleição de 2002, o PT tem vencido entre os brasileiros menos escolarizados, de mais baixa renda e concentrados na região Nordeste. Bolsonaro, por outro lado, avançou três pontos entre os de menor renda (tem agora 19%), manteve-se estável entre os menos escolarizados (19%) e cresceu quatro pontos entre o eleitor do Nordeste, chegando a 21%, na comparação com a pesquisa feita entre os dias 22 e 23 de setembro.

Mesmo com as manifestações de mulheres contra Bolsonaro, o ex-capitão cresceu entre elas: passou de 21% para 24% das intenções de voto – a alta ocorreu principalmente entre as eleitoras de classe média e mais ricas. Haddad oscilou negativamente um ponto, passando de 21% para 20%.

Bolsonaro (à esquerda) viu rejeição entre as mulheres diminuir de 54% para 51%; a do petista subiu 7 pontos, para 33% — Foto: REUTERS/Paulo Whitaker/Nacho DoceBolsonaro (à esquerda) viu rejeição entre as mulheres diminuir de 54% para 51%; a do petista subiu 7 pontos, para 33% — Foto: REUTERS/Paulo Whitaker/Nacho Doce

Bolsonaro (à esquerda) viu rejeição entre as mulheres diminuir de 54% para 51%; a do petista subiu 7 pontos, para 33% — Foto: REUTERS/Paulo Whitaker/Nacho Doce

A rejeição do candidato do PSL também diminuiu entre as mulheres, passando de 54% para 51%. Já a do petista cresceu sete pontos, chegando a 33%. A pesquisa Ibope foi a campo entre sábado (29) e domingo (30) – a manifestação das mulheres contra Bolsonaro pelo Brasil e pelo mundo foi no sábado.

De acordo com os dados do Ibope, Haddad perdeu quatro pontos entre aqueles que têm renda familiar de até um salário mínimo, passando em uma semana de 30% para 26% das intenções de voto. Também oscilou negativamente dois pontos entre os menos escolarizados, de 28% para 26% das intenções de voto. Ainda está à frente de Jair Bolsonaro entre esses estratos. Mas o candidato do PSL avançou no grupo dos que têm renda familiar de até 1 salário mínimo, passando de 16% para 19% das intenções de voto e manteve 19% entre os menos escolarizados.

No Nordeste, onde Haddad tem seu melhor desempenho, o candidato do PT oscilou positivamente um ponto, chegando a 35% das intenções de voto. Entre os eleitores do Sudeste recuou, passado de 16% para 13% em uma semana, enquanto Bolsonaro ampliou ainda mais a vantagem na região com o maior número de eleitores do país: passou de 31% para 35%.