24/07/2021

Justiça decreta prisão de 11 integrantes do PCC acusados de executar jardineiro

Juiz em substituição legal na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, decretou a prisão preventiva de 11 integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeitos de executarem por decapitação o jardineiro José Carlos Louveira Figueiredo, 41 anos, em novembro do ano passado.

De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os suspeitos sequestraram Figueiredo e seus filhos, de 8 e 16 anos, no dia 18 de novembro, em frente a um comércio no Jardim São Conrado. Eles foram mantidos em cárcere privado por dias e transportados para diferentes cativeiros na cidade.

Os menores de idade foram liberados três dias depois e o jardineiro fou mantido prisioneiro até ser sentenciado à morte em julgamento realizado pelo “Tribunal do Crime” do PCC.

Depois de ser interrogado e torturado, Figueiredo foi decapitado e o corpo e cabeça foram envoltos em um cobertor e sacos plásticos e jogados em diferentes pontos na região da Cachoeira do Inferninho.

Conforme o MPE, crime ocorreu em razão da vítima ter agredido anteriormente o filho de um dos suspeitos e devido à possível dele com o Comando Vermelho, facção rival ao PCC.

Os 11 suspeitos foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Juiz considerou presentes os requisitos legais e atendeu o pedido do delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homícidio (DEH), Marcio Obara, que representou pela prisão preventiva.

“É evidente que crimes desta natureza – homicídio doloso qualificado, ocultação de cadáver, sequestro, cárcere privado e organização criminosa – trazem em seu bojo inquietação e inseguração à sociedade, notadamente quando há notícia de que procedem de grupos criminosos como o Primeiro Comado da Capital, o que faz emerger o fundamento da ordem pública”, disse o magistrado ao decretar a prisão.

O processo tramitou em segredo de justiça e nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Fonte;Correio do Estado/19/01/2018

 

 

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