24/07/2021

Mortos pode chegar a 400 na tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retomou neste sábado (26) as buscas por sobreviventes da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Nove pessoas morreram e entre 300 e 350 estão desaparecidas. O governo do estado decretou lutou de 3 dias.

Os trabalhos de buscas haviam sido interrompidos durante a madrugada. Até então, 189 pessoas foram resgatadas com vida, a maioria estava ilhada. Vinte e três pessoas foram internadas em serviços de saúde de Belo Horizonte e de Brumadinho, sendo que duas delas já receberam altas.

Neste sábado, as equipes de busca contam com 13 aeronaves: 5 do Corpo de Bombeiros de MG, 4 da Polícia Militar de MG, 2 da Polícia Civil de MG, 1 da FAB e 1 do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Além disso, os Bombeiros de São Paulo irão ajudar no trabalho.

O rompimento ocorreu no início da tarde de sexta-feira (25), na Mina Feijão. A Vale informou que uma barragem rompeu e fez outra transbordar. Um mar de lama destruiu casas da região. Rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco. O acesso a Brumadinho pela rodovia BR-040 está bloqueado.

Corpo resgatado pelos bombeiros após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG) — Foto: Reprodução/TV Globo

Corpo resgatado pelos bombeiros após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG) — Foto: Reprodução/TV Globo

Quase 100 bombeiros foram enviados à área atingida, e a previsão é que o número de socorristas chegasse a 200.

Segundo os bombeiros, os desaparecidos estimados estão distribuídos da seguinte maneira:

 

  • Entre 100 e 150 pessoas na área administrativa que ficava nas proximidades da barragem que rompeu;
  • Aproximadamente 30 pessoas estão na região da Vila Vértico;
  • Aproximadamente 35 pessoas estavam pousada Nova Estância;
  • De aproximadamente 100 a 140 pessoas na região do Parque das Cachoeiras.

 

Moradores perto da lama que vazou da barragem em Brumadinho — Foto: Reuters/Washington Alves

Moradores perto da lama que vazou da barragem em Brumadinho — Foto: Reuters/Washington Alves

O tenente porta-voz dos Bombeiros, Pedro Aihara, disse à GloboNews na manhã deste sábado que os bombeiros acreditam que ainda podem encontrar vítimas vivas no meio da lama. Parentes de pessoas com as quais não se consegue contato estão indo ao Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, à procura de notícias de desaparecidos.

A Vale divulgou em seu site uma lista com mais de 400 nomes de pessoas com as quais ainda não foi conseguido contato, entre funcionários próprios e terceirizados. ACESSE A LISTA.

Vista aérea mostra bombeiros trabalhando em lama após rompimento de barragem em Brumadinho — Foto: Douglas Magno/ AFP

Vista aérea mostra bombeiros trabalhando em lama após rompimento de barragem em Brumadinho — Foto: Douglas Magno/ AFP

A Arquidiocese de Belo Horizonte começou a arrecadar roupas, alimentos e água para os atingidos pelo rompimento. Veja como ajudar.

No fim da noite de sexta, a Justiça de MG determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão nas contas da Vale. Segundo decisão liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de MG para “imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências” do desastre.

Entre outras medidas, a mineradora também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.

Vista aérea de barragem da Vale que rompeu em Brumadinho, MG — Foto: Washington Alves/Reuters

Vista aérea de barragem da Vale que rompeu em Brumadinho, MG — Foto: Washington Alves/Reuters

O Instituto Inhotim, um dos principais destinos turísticos e culturais do estado, ficará fechado ao menos no sábado (26) e domingo (27), sem data definida para reabertura. Nesta sexta, funcionários e visitantes foram retirados por precaução do local, mesmo ele não tendo sido atingido.

 

Bolsonaro em MG

 

O presidente Jair Bolsonaro chegou em Belo Horizonte por volta das 9h30 e sobrevoou de helicóptero a região atingida para “tomar as medidas cabíveis”.

Bolsonaro e o ministro Fernando Azevedo e Silva durante sobrevoo da área atingida por rompimento da barragem em Brumadinho — Foto: Dviulgação/Presidência da República

Bolsonaro e o ministro Fernando Azevedo e Silva durante sobrevoo da área atingida por rompimento da barragem em Brumadinho — Foto: Dviulgação/Presidência da República

O presidente também assinou um decreto que cria o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre para atuar no desastre. O documento foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Também foi criado um Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas, para acompanhar as ações de socorro, de assistência, de restabelecimento de serviços essenciais afetados, de recuperação de ecossistemas e de reconstrução.

Após o rompimento da barragem em Brumadinho, o governo federal anunciou a criação de gabinetes de crise para monitorar a situação na região e definir as medidas a serem adotadas.

Imagem da operação de resgate — Foto: Divulgação/Bombeiros

Imagem da operação de resgate — Foto: Divulgação/Bombeiros

Fonte:G1/FatimaNews/26/01/2019

Rompimento de barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: G1

Rompimento de barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: G1

 

O que se sabe até agora:

  • Rompimento ocorreu no início da tarde na Mina do Feijão, da Vale, em Brumadinho;
  • Mar de lama destruiu casas;
  • O volume de rejeitos é menor do que a tragédia de Mariana. Segundo o presidente da Vale, vazaram 12 milhões de metros cúbicos. Na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões de metros cúbicos;
  • Havia empregados da Vale no local atingido pelo rompimento;
  • Há 9 pessoas mortas e entre 300 e 350 desaparecidas;
  • 21 pessoas seguem internadas em serviços de saúde de Belo Horizonte e de Brumadinho;
  • A Vale tinha 427 pessoas no local, e 279 foram resgatadas vivas;
  • Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão no local; helicópteros resgatam pessoas ilhadas em diversos pontos;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alerta para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir. Às 15h50, os rejeitos atingiram o rio;
  • Rodovia estadual que leva a Brumadinho está fechada;
  • Governo montou gabinete de crise; Bolsonaro sobrevoou o local;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantes do local.
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