18/10/2021

Mulher agredida e deixada nua em estrada tem pequena melhora

Jane Cherobin, 36 anos, encontrada nua e com sinais de estrangulamento e estupro em uma estrada do Espírito Santo na última segunda-feira (4/3), apresentou uma pequena melhora. O irmão Salvador Cherobin contou ao jornal O GLOBO que a vítima já conseguiu se alimentar com a ajuda de um parente. Ela está internada no Hospital de Carangola, em Minas Gerais.

O principal suspeito da agressão é Jonas Guimarães do Amaral Neto, 34 anos, namorado de Jane. O carro dele foi encontrado próximo ao local onde a vítima foi deixada. A família contou também que, durante a agressão, ele enviou áudios e imagens para alguns parentes, de acordo com o veículo.

Jonas e Jane estavam juntos há cerca de um ano e meio e trabalhavam em uma choperia no Espírito Santo. Na segunda-feira, dia da agressão, o irmão contou que os dois deixaram o local, por volta das 2h, e seguiram para Espera Feliz, cidade mineira onde moram.

Um mandado de prisão foi expedido na última terça-feira (5), mas Jonas permanece foragido. Amigos e familiares compartilham nas redes sociais imagens do suspeito e pedem qualquer informação sobre o paradeiro dele.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

Jornalista: Thaís Paranhos

Fonte: Metrópoles
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