20/09/2021

Nos últimos 10 anos, país andou para trás, diz Alckmin

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) comemorou nesta terça-feira (26/6) seus 30 anos com um ato político esvaziado, marcado pela ausência de tucanos de peso, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-prefeito João Doria, pré-candidato ao governo de São Paulo.A festa tucana se resumiu a um filme em que foram mostrados os momentos importantes do PSDB, além de um discurso do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, presidente da legenda e pré-candidato ao Palácio do Planalto.

No vídeo, Alckmin diz que nos últimos 10 anos o país andou para trás. “Chegou a hora de o Brasil dar um novo salto”, afirmou ele, em tom de campanha. Mais tarde, em discurso, o ex-governador de São Paulo admitiu estar em busca de aliados. “Uma andorinha só não faz verão. Não é aliança para ganhar eleição de qualquer jeito, mas para governar”, argumentou, ao prometer que, se eleito, encaminhará rapidamente ao Congresso, em janeiro de 2019, as chamadas “reformas estruturantes”, como a tributária e a da Previdência.

“Foi uma coisa singela. Foram todos convidados, mas essas coisas dão trabalho, vir para Brasília, sabe como é…”, disse Alckmin, ao ser questionado sobre os motivos do não comparecimento de FHC, de Doria e até mesmo de ex-presidentes do partido na cerimônia realizada em um hotel de Brasília.  A celebração ocorreu no fim da reunião da Executiva Nacional da sigla, em Brasília, na qual foi aprovada a destinação de 30% do fundo eleitoral do partido para campanhas de mulheres.

Logo em seguida, porém, o ex-governador afirmou que a sigla também precisa economizar. “Eu não sou festeiro, sou prático. Não estamos em fase de ‘gastação’ de dinheiro, mas o filme presta uma homenagem a todos eles”, emendou.

Aécio Neves Réu na Operação Lava Jato, acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ex-presidente da legenda, aparece apenas de passagem no filme sobre os 30 anos do sigla, bem mais jovem e ao lado do avô Tancredo Neves. Um locutor em off diz ali que o PSDB é “o resultado de uma soma de biografias nunca repetida na história do Brasil”.

Na quinta-feira (21/6), Aécio participou de um jantar na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O encontro foi registrado em primeira mão pelo Metrópoles. A possibilidade de substituir Alckmin por Doria na chapa presidencial do PSDB, unindo o MDB e o DEM em torno desse novo candidato, foi o principal assunto do encontro, que também reuniu o presidente Michel Temer e o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

O governo, a cúpula do MDB e setores expressivos do DEM têm simpatia por Doria, mas, apesar dos problemas enfrentados por Alckmin – estagnado nas pesquisas de intenção de voto -, a mudança de candidato é considerada remota.

Ao ser indagado pela reportagem, nesta terça-feira (26/6), sobre o que achou da reunião na casa de Maia, fora da agenda oficial, Alckmin abriu um sorriso. “Santo Antônio de Pádua já dizia: ‘Quando não puder falar bem, não diga nada’”, respondeu ele, lembrando frase usada por seu pai.

 

Jornalista: Agência Estado

Fonte: Metrópoles/26/06/2018
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