24/06/2021

Prefeito reduz seu salário, da vice e de secretários

Em decreto publicado no diário oficial dos municípios, o Prefeito de Camapuã, Delano Huber, reduziu o próprio salário como medida para gerar economia para o município. Também houve redução de 10% nos salários da Vice Prefeita, Secretários Municipais e outros cargos comissionados. A decisão é válida por 180 dias.

“Estamos passando por momentos difíceis e temos que ter responsabilidade para tomarmos posições como esta e que são necessários para cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse Delano.

Essa atitude também vai contribuir para honrar com folha de pagamentos, além do 13° salário no fim do ano. “Os servidores são extremamente importantes, por isso vamos seguir cumprindo com o compromisso de pagar o funcionalismo em dia,” afirmou o Prefeito.

Ainda de acordo com a publicação, os efeitos da crise financeira e a consequente queda de arrecadação têm gerando diminuição no repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Também como medida de economia, o Prefeito já exonerou pessoal comissionado, devolveu carros locados que eram utilizados por diversas secretarias municipais, realizou corte de adicional de tempo integral, além de cortar gratificações.

Importante medida

A medida do prefeito Delano Huber está sendo elogiada por grande parte da população. No entanto, a reclamação persiste quando se trata do número muito grande ainda existente de cargos em comissão e mais ainda, da fragilidade de conhecimento do setor ocupado por muitos ocupantes desses cargos, além de valores remuneratórios elevados para um município que está com as finanças precárias.

“A máquina pública municipal está “inchada”, em razão de nomeações de escalões superiores, com demasiada existência de cargos de chefia (diretores, coordenadores, assistentes, chefes, sub-chefes, etc.), onde talvez poderia ser utilizado pessoal de carreira (efetivos), por um custo muito menor ao município”, afirmou um cidadão que pediu para não ter o nome revelado, mas que é experiente em administração pública.

Poder Legislativo

Já no que tange ao Poder Legislativo, a Câmara recebe por mês o patamar máximo fixado pela legislação em vigor, no índice de 7% da RCL (Receita Corrente Líquida), o que muito alto para um município com situação financeira precária como sempre é anunciado pelo prefeito, assessores e até pelos vereadores.

Um vereador em Camapuã ganha mensalmente, a título de subsídios, o valor de R$ 7.300,00 , talvez um dos subsídios mais elevados do Estado, se comparado proporcionalmente ao número de habitantes e também de eleitores.

É comum os noticiários televisivos e jornalísticos em geral comentar sobre cidades com população ou eleitorado até dez ou vinte vezes maior que Camapuã, mas que a remuneração dos vereadores é menor nominalmente. Proporcionalmente dá até vergonha de comparar. Um exemplo pode ser Colatina (ES), que tem um dos prefeitos mais extrovertido e participativo do Brasil, onde o próprio ganha menos de R$ 15 mil por mês e os vereadores ganham menos que em Camapuã. O município tem mais de 120 mil habitantes, ou seja, dez vezes a população de Camapuã.

Seria bom que os vereadores do município de Camapuã, no intuito de contribuir para o município e para a população com melhores serviços públicos, tomassem a mesma atitude do alcaide municipal e reduzisse os subsídios e gastos do Legislativo.

Outra situação muito criticada na cidade, é o número de funcionários efetivos e contratados pela Câmara Municipal, além do gasto astronômico com assessorias externas, em razão da dificuldade que passa o município.

Segundo informações de terceiros que frequentam a Câmara, o número de funcionários chega a dois para cada vereador, levando-se em conta que o Poder tem nove vereadores.

Isso sem contar as assessorias externas e jornal impresso, que circula uma vez por mês e praticamente sem disponibilidade na cidade para a população, pois fica depositado somente na portaria da Câmara e na recepção da Prefeitura. Só esse órgão de imprensa, denominado Jornal Folha Regional, recebe da Câmara Municipal de Camapuã o valor mensal de R$ 3.200,00, valor este pago desde início de 2017, ou seja, até agora, o montante de aproximadamente R$ 57.000,00. Se os atos oficiais fossem publicados no Diário Oficial dos Município da Assomasul o valor não chegaria a R$ 10.000,00 no período.

E tudo isso é assistido passivamente por todos os vereadores, não levando em conta que esse dinheiro, se devolvido à Prefeitura, poderia ser aplicado em equipamentos de saúde, por exemplo.

Com informações da Assessoria da Prefeitura (Foto e 1ª parte) e do Camapuã News (2ª parte).

Matéria editada para acréscimo de informações

 

Camapuã News/02/08/2018