22/09/2021

Se forem confirmadas as candidaturas de André Puccinelli (MDB), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Odilon de Oliveira (PDT)

Pré-candidatos prometem disputa acirrada para o governo de MS

As pesquisas publicadas até agora espelharem a tendência dos eleitores, a disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul será uma das mais tensas e acirradas da história. Uma das pesquisas mais recentes, feita no início de fevereiro pelo Instituto Ranking e registrada na Justiça Eleitoral, apontou que os três primeiros colocados (Oliveira, Azambuja e Puccinelli, nesta ordem) estão separados por margem bem pequena das intenções de voto.

Para quem acompanha atentamente o processo eleitoral e dispõe de sólido conhecimento da política no Estado, sabe que não há favoritismo e o páreo será decidido no corpo-a-corpo, seguramente em segundo turno.

O PEDETISTA

Dos três, o único que não teve mandato eletivo é o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira. Além de nunca ter sido personagem da política, e por isso é poupado dos desgastes que afetam quem já está no trecho dos mandatos públicos, Oliveira traz também um outro diferencial que lhe confere a principal visibilidade: combatendo ferrenhamente o crime organizado e expondo sua vida a ponto de passar 24 horas protegido por policiais, teve com sua atuação na magistratura um elemento de irresistível apelo midiático, especialmente no período em que os brasileiros mais questionaram a corrupção.

Quando ingressou no PDT, no final do ano passado, Oliveira deu um recado curto e grosso sobre os critérios de seu projeto eleitoral: disse que não aceitaria dividir seu palanque com políticos fichados em condenações judiciais ou formalmente denunciados ou investigados em escândalos de corrupção. As reuniões que fazia com sucesso em todo o Estado quando dava palestras educativas e preventivas sobre violência e prevenção ao crime se repetem com semelhante e até maior sucesso agora, na pré-campanha. Odilon vem mobilizando amplos setores da sociedade e procura, com agendas diárias, demonstrar que sua candidatura é definitiva.

O EMEDEBISTA

O ex-governador André Puccinelli é dos mais calejados próceres políticos do Estado. Médico, estava clinicando em Fátima do Sul de onde saiu em 1983, a convite do governador Wilson Martins, para ser secretário de Saúde. Construiu na Pasta, com inteligência e operosidade, seu próprio caminho na política. Sucessivamente conquistou espaços importantes, elegendo-se deputado estadual, deputado federal, prefeito de Campo Grande duas vezes e governador também em dois mandatos.

Estava inclinado a deixar a política e tornar-se um “vovorista” – expressão que cunhou para designar o “avô motorista de netos”. Mas o sangue subiu nos olhos quando se viu no alvo de denúncias que o atingiram e também a seus familiares. Adiou o plano de virar vovorista, pôs a faca nos dentes e fez ele mesmo, carregado pelos correligionários, o lançamento de sua pré-candidatura. Vem percorrendo o interior em pré-campanha, arrebanhando apoios e debatendo o “MS Maior e Melhor”, plataforma que norteará o programa de governo. Um dos trunfos que possui é a marca de empreendedor ousado que consolidou na Prefeitura e no Governo.

O TUCANO

Mais discreto do trio, o governador Reinaldo Azambuja não quer fazer tanto barulho quando os concorrentes nessa arrancada vesperal de campanha. Prefere concentrar-se nas ocupações de governante, exigente e obstinado que é na produção de resultados. Nos seus primeiros três anos de mandato, impediu que Mato Grosso do Sul acompanhasse a leseira da maioria dos outros estados. Fez o inverso: ao ambiente desalentador da conjuntura recessiva, plantou uma estratégia de gestão de risco, mas planejada e focada em diretrizes prioritárias, entre elas o equilíbrio fiscal, o controle das finanças e a gradual retomada de investimentos.

Azambuja entra no seu quarto e último ano do primeiro mandato protagonizando um desempenho dos mais vitoriosos entre os 27 governadores do Brasil. O Estado que dirige está entre os primeiros na geração de empregos, na retomada do desenvolvimento, no ranking da transparência e ainda se destaca pela capacidade de atrair megainvestimentos, entre os quais os que envolvem as indústrias de papel e celulose. A experiência de Azambuja conta consideravelmente: foi prefeito duas vezes de Maracaju, deputado estadual e federal (mais votado em ambas as eleições) e por fim governador. Só há pouco, na semana assada, resolveu confirmar que vai buscar a reeleição. Como e quando dará os primeiros passos ficará para a hora certa e de um jeito que não interfira na gestão do Estado.

Fonte;Correio do Estado/25/02/2018

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