21/01/2022

Suspeito de execução de Jorge Rafaat é preso em estúdio de tatuagem

Procurado no Brasil e no Paraguai. Apontado como novo “capo” do crime organizado na região de fronteira do Brasil com o Paraguai, Elton Leonel Rumich da Silva, de 34 anos, foi preso nesta terça-feira, dia 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro quando, tranquilamente, fazia uma nova tatuagem na perna em estúdio localizado no bairro de Ipanema no Rio de Janeiro.

Ele estava usando documento falso, mas também tinha mandado de prisão em aberto, segundo a polícia carioca. Elton apresentou a identidade falsa, porém os agentes, segundo divulgado, o reconheceram por já ter trocado informações sobre sua presença no local com o setor de inteligência da segurança flumimense.

A prisão foi feita por policiais Civis da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos). Conhecido como “Galã” na região de fronteira, Elton é apontado como um dos responsáveis pela morte em cena cinematográfica de Jorge Rafaat, executado no dia 15 de junho de 2016, aos 54 anos.

Elton Leonel Rumich da Silva é considerado, hoje, um dos principais fornecedores de drogas do Paraguai para as maiores facções criminosas do Brasil, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Galã” seria ligado diretamente ao grupo criminoso PCC, surgido em presídios de São Paulo, que está espalhado por todo o País, com forte presença em Mato Grosso do Sul. Ele teria, justamente, assumido o “espólio” de Jorge Rafaat, executado em Pedro Juan Cabalero, cidade vizinha a Ponta Porã, em Mato Groso do Sul, em uma emboscada na qual foi usada uma metralhadora calibre .50, capaz de derrubar aviões.

Também conhecido como Gallant, o traficante já havia sido preso diversas vezes com armas, munições e drogas. É tido, ainda, como aliado de Jarvis Chimenes Pavão, 48 anos, traficante concorrente de Rafaat, extraditado para o Brasil no fim de 2017, depois de uma longa negociação e sob forte esquema de segurança.

Com informações do G1/RJ.