23/09/2021

Um comerciante de 48 anos foi preso em flagrante vendia até carne de tatu na Farmácia

Um comerciante de 48 anos foi preso em flagrante por suspeita de comercializar carne de animais silvestres em Iguape, no litoral de São Paulo. O estabelecimento, que foi fechado, funcionava clandestinamente também como farmácia e bar, em um condomínio fechado.

Uma denúncia levou policiais militares ambientais até o local, às margens da Rodovia Prefeito Casemiro Teixeira, no bairro Tucum, na sexta-feira (16). Na área de lazer, próximo as piscinas, havia um pequeno comércio onde foi encontrado o suspeito, identificado como Antônio Almir de Araújo Silva.

Ao ser questionado, o comerciante inicialmente negou qualquer irregularidade e permitiu que os policiais entrassem no local. Em dois refrigeradores, foram encontrados quatro tatus-galinha (Dasypus novemcinctus) mortos em meio a alimentos que seriam vendidos. Os animais têm a caça e a venda proibidas.

Ainda durante as buscas, a equipe da Polícia Militar Ambiental localizou 2.260 unidades de cigarros provenientes do Paraguai, e mais de 900 comprimidos de remédios, inclusive de uso controlado. Todo o material acabou apreendido e a Vigilância Sanitária foi acionada para fechar o estabelecimento.

Apesar da suspeita, Antônio negou que venderia os animais. Ele alegou aos policiais que os comprou de um caçador e que os levaria até a capital paulista, para consumí-los na casa de parentes. Entretanto, admitiu que comercializava os demais produtos, cuja procedência legal não pode provar às autoridades.

O comerciante foi preso em flagrante por crime ambiental e contrabando. Além de receber uma multa de R$ 2 mil, ele permaneceu detido e foi encaminhado à Cadeia Pública da região. O caso será investigado pelas polícias Federal e Civil para identificação de outros envolvidos na compra e venda de animais.

Fonte;Correio do Estado/17/03/2018

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