24/07/2021

Vítima de estupro de 12 anos diz que levou gravata e foi levada até gerente do tráfico

A menina de 12 anos que foi vítima de um estupro coletivo em Itaguaí, Região Metropolitana do Rio, contou em depoimento que levou uma gravata e foi levada até o gerente do tráfico para ser abusada. Ainda de acordo com a adolescente, ela estimou que mais ou menos onze homens teriam abusado dela. O crime aconteceu próximo a um baile funk, no Morro do Carvão, na segunda-feira de carnaval.

A adolescente não mora na favela. Ela relatou na delegacia que aproveitou que os pais não estavam em casa e foi até o local porque tinha curiosidade de conhecer o baile funk na favela. Lá, encontrou amigas. Ainda de acordo com a adolescente, ela ficou embriagada.

— Ela contou que um homem deu uma gravata nela e que Sheik queria falar com ela — afirmou o delegado.

Crime aconteceu em banheiro de casa de festaCrime aconteceu em banheiro de casa de festa Foto: Reprodução / Polícia Civil

Sheik é, segundo a polícia, o gerente do tráfico no local. Ele se chama Nielson Correa Miguel e tem 28 anos. Há contra ele um mandato de prisão em aberto pelo estupro da jovem e outro por ter fugido da penitenciária na qual cumpria pena por tráfico de drogas. Os outros dois suspeitos identificados são Higor Teixeira da Silva, de 22 anos, que tem passagem por tráfico de drogas, e Marcelo Menes Moreira, de 31 anos. Já Jorge Luis da Silva Peres, de 19 anos, foi preso em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, acusado de participar do crime.

O estupro foi filmado. Um vídeo curto mostra um homem, que seria Jorge, segurando a menina pelo cabelo. Ela está ajoelhada, e ele faz força para colocar a cabeça dela em direção ao seu pênis. Ter relação sexual com uma menor de 14 anos é crime mesmo se ela tivesse consentido o ato.

— O vídeo circulou pela cidade e chegou até a família, que veio até a delegacia prestar queixa — afirmou o delegado. A vítima informa que havia muitos homens dentro do banheiro e disse que seriam mais ou menos onze. O vídeo mostra cinco. Ela conta que não conseguiu visualizar armas nem no baile, nem no banheiro. E também não sabe precisar por quanto tempo foi abusada.

Além da apuração do estupro coletivo, a Polícia Civil abrirá uma investigação específica sobre o compartilhamento das imagens da jovem. Segundo o delegado, os suspeitos podem ser enquadrados no artigo 241 – A do Estato da Criança e do Adolescente (ECA): “Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”, consta do artigo. A pena pode chegar a seis anos.

Estupro coletivo na Praça Seca

Em 2016, um caso de estupro coletivo na Comunidade da Barão, na Praça Seca, ganhou repercussão nacional. À época, a jovem, moradora de Jacarepaguá, tinha 16 anos. Após sair de um baile funk, a adolescente foi levada para uma casa no Morro da Barão. O grupo teria consumido álcool e drogas, na ocasião.

A vítima foi deixada desacordada no local e, posteriormente, levada por traficantes para outro imóvel, conhecido como “abatedouro”. A garota foi abusada por um grupo de seis a oito traficantes. Na noite do dia seguinte, outro grupo submeteu a jovem a uma nova sessão de abusos sexuai

 

Fonte:Extra

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