Uma aeronave de pequeno porte caiu na região da fazenda Barra Mansa, localizada no Pantanal sul-mato-grossense de Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande, durante o fim da tarde desta terça-feira (23). Pelo menos quatro pessoas estavam a bordo no momento do acidente.
A aeronave seria uma Cessna Aircraft 175, com prefixo PT-BAN, fabricada em 1958, cuja operação está condicionada a serviços privados de mobilidade. O proprietário, identificado como Marcelo Pereira de Barros, foi confirmado como o piloto da aeronave. Marcelo era paulista e deixa dois filhos, Hugo e Gael.

Quatro pessoas morreram, sendo uma delas um dos maiores arquitetos do mundo. Kongjian Yu. Os outros nomes confirmados são Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave; Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, cineasta documentarista e Rubens Crispim Jr, diretor e documentarista.
Kongjian Yu foi uma das principais atrações da Bienal de Arquitetura, que acontece em São Paulo. Depois, seguiu em missão ao Pantanal Sul-mato-grossense para conhecer a região.
Ainda segundo amigos de Ferraz, ele e Yu gravavam um documentário sobre as “cidades-esponja”, conceito criado pelo arquiteto chinês.
Arquiteto chinês é conhecido pelo conceito de “cidades-esponja”, estilo que propõe o convívio das construções com a água da chuva. Além de salvar a água para períodos de estiagem, o projeto também evita que as cidades sofram com enchentes.
Kongjian veio ao Brasil no começo de setembro, quando palestrou em Brasília. Na ocasião, ele participou da Conferência Internacional do Conselho de Arquitetura e Urbanismo.
O local onde a aeronave caiu, na área da Fazenda Barra Mansa, foi uma das locações de gravação da novela “Pantanal”, da TV Globo, e área turística conhecida por receber visitantes do Brasil e do exterior. As causas do acidente ainda serão investigadas.
Segundo o site O Pantaneiro, há suspeitas de que o piloto tenha tentado uma arremetida, procedimento em que a aeronave interrompe o pouso para subir novamente. Pouco depois, o avião teria perdido altitude e caído, resultando em uma explosão imediata.
O monomotor tinha operação para táxi aéreo negada e só podia operar voos diurnos. Ela tinha situação de aeronavegabilidade normal e documentação em dia, válida até dezembro deste ano.
A reportagem entrou em contato com a FAB (Força Aérea Brasileira) e aguarda retorno. Ainda de acordo com o veículo do interior, o local do acidente, de difícil acesso, está sendo isolado para facilitar os trabalhos de resgate e investigação.
FONTE: Redação Bela Vista MS News
