O Brasil consolidou sua posição entre os principais mercados globais de energia renovável em 2025. Segundo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o país foi o terceiro que mais economizou no mundo ao substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis, com uma redução estimada de US$ 32,4 bilhões nos gastos com petróleo, gás e carvão.
O resultado colocou o Brasil atrás apenas da China, que economizou US$ 177 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 35 bilhões. Na sequência aparecem Índia e Alemanha, ambas com US$ 18 bilhões, seguidas pelo Japão, com US$ 15 bilhões.
Segundo a IRENA, a expansão das fontes renováveis passou a desempenhar um papel estratégico não apenas na redução dos custos de geração de energia, mas também na segurança energética dos países, reduzindo a exposição às oscilações dos preços internacionais dos combustíveis fósseis.
O resultado reforça o protagonismo brasileiro na transição energética e evidencia o potencial de estados como Mato Grosso do Sul para impulsionar esse crescimento.
De acordo com o estudo, a expansão das energias renováveis reduziu significativamente os custos com petróleo, gás natural e carvão, além de aumentar a segurança energética do país diante das oscilações do mercado internacional. A diversificação da matriz elétrica também reduz os impactos provocados por crises geopolíticas que afetam o fornecimento de combustíveis fósseis.
Mato Grosso do Sul vive momento favorável
No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece como um dos estados mais preparados para aproveitar a expansão da economia verde. Com forte presença do agronegócio e abundância de recursos naturais, o estado vem ampliando investimentos em geração de energia limpa, especialmente nos segmentos de energia solar, biomassa proveniente da cana-de-açúcar e pequenas centrais hidrelétricas.
Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), mais de 90% da matriz elétrica sul-mato-grossense já é composta por fontes renováveis, colocando o estado entre os líderes nacionais em sustentabilidade energética.
Além da expansão da geração distribuída por meio de sistemas fotovoltaicos instalados em residências, propriedades rurais e empresas, Mato Grosso do Sul também atrai investimentos privados em grandes usinas solares, fortalecendo a geração de empregos, a arrecadação e o desenvolvimento regional.
Benefícios chegam aos municípios
Para cidades do interior, como Bela Vista, o crescimento das energias renováveis representa novas oportunidades de desenvolvimento econômico. A instalação de sistemas solares em propriedades rurais, comércios e prédios públicos reduz custos com energia elétrica, aumenta a competitividade das empresas e fortalece a economia local.
Especialistas apontam que o avanço da energia limpa também cria demanda por mão de obra especializada, movimenta o setor da construção civil, estimula empresas de tecnologia e favorece investimentos em infraestrutura.
Outro ponto importante é o fortalecimento das políticas de sustentabilidade. Mato Grosso do Sul tem buscado conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa, estratégia que ganha ainda mais relevância diante das metas globais de combate às mudanças climáticas.
A expectativa é que os investimentos em energias renováveis continuem crescendo nos próximos anos, impulsionados pela busca mundial por fontes de energia mais limpas, seguras e econômicas.
Para o Brasil, ocupar a terceira posição no ranking mundial demonstra que a transição energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a representar uma vantagem econômica competitiva. Já para Mato Grosso do Sul, o cenário confirma o potencial do estado para se consolidar como um dos principais polos brasileiros de energia limpa, atraindo novos empreendimentos, gerando empregos e promovendo desenvolvimento sustentável para toda a região.
Fonte: www.fiis.com.br
Redação por Bela Vista MS News
